Do Sentir ao Aprender — Emoção, Regulação e Estratégias Práticas em Sala de Aula turma T1
Destinatários
Pessoal não docente;
Objetivos
• Compreender, de forma aplicada, como os estados emocionais interferem com a atenção, a memória de trabalho, as funções executivas, a motivação e a disponibilidade para aprender. • Distinguir comportamento observável, interpretação e hipótese funcional, reduzindo leituras moralizantes ou excessivamente centradas no rótulo. • Identificar funções prováveis de comportamentos como recusa, oposição, evitamento, bloqueio, perfeccionismo, desinvestimento e desregulação emocional. • Treinar respostas pedagógicas que preservem simultaneamente a dignidade do aluno, a relação educativa e a exigência académica. • Desenvolver estratégias de prevenção e de intervenção perante medo do erro, ansiedade de desempenho, baixa auto-eficácia, baixa persistência, impulsividade e oposição defensiva. • Reconhecer a influência da própria activação emocional do professor na tomada de decisão, na linguagem e na escalada ou desescalada das situações. • Experimentar ferramentas práticas de regulação e co-regulação adequadas ao contexto de sala de aula, sem psicologizar a função docente. • Construir um plano mínimo de intervenção para uma situação real, definindo uma estratégia, uma linguagem de resposta e um indicador simples de eficácia.
Conteúdos
Conteúdos • 1. Emoção e aprendizagem: revisão funcional essencial • Activação emocional, atenção e memória de trabalho. • Funções executivas, flexibilidade cognitiva e controlo inibitório. • Motivação, auto-eficácia e experiência de competência. • Segurança psicológica, pertença, erro e vergonha. • 2. Do comportamento visível à hipótese funcional • Separar factos, interpretações e rótulos. • Sequência A–B–C: antecedentes, comportamento e consequências. • O que o comportamento pode estar a evitar, obter ou regular. • Análise de situações reais previamente enviadas pelos participantes. • 3. Quando o aluno evita, bloqueia ou desiste • Medo do erro e ansiedade de desempenho. • Recusa de participação e exposição pública. • Perfeccionismo, procrastinação e desistência defensiva. • Micro-passos, ensaio protegido, feedback de processo e exposição graduada. • 4. Quando o aluno desafia, provoca ou desregula • Oposição defensiva, impulsividade e baixa tolerância à frustração. • Desescalada: o que fazer no pico emocional e o que reservar para depois. • Escolhas limitadas, linguagem breve, previsibilidade e retorno à tarefa. • Consequências educativas sem humilhação nem reforço inadvertido do evitamento. • 5. A emoção do professor também entra na sala • Sinais de ativação do adulto: pressa, rigidez, irritação, confronto e perda de flexibilidade. • Regulação do professor como instrumento pedagógico. • Pausa funcional, linguagem de baixa ativação e decisão intencional. • Distinguir firmeza, permissividade e escalada relacional. • 6. Laboratório de intervenção pedagógica • Análise e discussão de casos reais dos participantes. • Micro-simulações e treino de respostas a situações críticas. • Transformação de frases que aumentam ameaça em linguagem que mantém exigência e indica o próximo passo. • Planeamento «se–então» para situações previsíveis. • 7. Da formação à sala de aula: plano 1–1–1–1 • 1 situação-alvo: o que quero mudar. • 1 estratégia: o que vou fazer de modo diferente. • 1 frase: o que vou passar a dizer de forma consistente. • 1 indicador: como vou saber se a intervenção está a produzir efeito.
Cronograma
| Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
| 1 | 04-09-2026 (Sexta-feira) | 09:30 - 12:30 | 3:00 | Presencial |
| 2 | 04-09-2026 (Sexta-feira) | 14:00 - 17:00 | 3:00 | Presencial |